Rosa Passos – Pano Pra Manga (1996)

“Melancólico e bucólico”

Havendo sido equiparada, pelo talento e estilo musical, ao grande João Gilberto, Rosa Passos é cantora, compositora e violinista. Nasceu e viveu cercada de música na capital da Bahia, Salvador. Iniciou-se como profissional no ano de 1972, mas seu primeiro álbum, Recriação, só veio no ano de 1979. Um trabalho em colaboração com o compositor Fernando de Oliveira, parceiro de sempre. Depois de um longo hiato, em 1991, lançou seu segundo álbum, Curare, que contém clássicos de gênios da MPB como Tom Jobim, Ary Barroso, Carlos Lyra, entre outros. Em 1996, lança o CD Pano pra manga, do qual falaremos:

Neste disco, Rosa assina 10 das 13 composições. E, além do tradicional companheiro, Fernando de Oliveira, faz parcerias inéditas e certeiras com o poeta Paulo César Pinheiro e com outros grandes compositores, como Sérgio Natureza, Ivan Lins e Vitor Martins. Com ares de seriedade e de delicadeza, mescla em perfeita harmonia ambientes melancólicos e bucólicos transportando o ouvinte por diversas paisagens sonoras durante aproximadamente 50 minutos. Na verdade, se trata de uma coleção de joias para os ouvidos e, como tal, todas as canções tem potencial. No entanto, inevitavelmente tem seus destaques:

A faixa de abertura, 1) Verão, nos oferece uma imagem de contraste típica daqueles que se sentem sozinhos na multidão. 3) Já em Com Açúcar e Com Afeto, com a participação do próprio Chico Buarque, as inflexões são de um tom tão carinhoso que inverte a nossa perspectiva sobre o que é descrito na canção. 5) enquanto a faixa-título, Pano pra Manga, além da melodia, se destaca também pela letra, em que o autor faz uso de um interessante jogo de palavras. 7) Abajur Lilás (homenagem à grande cantora Dalva de Oliveira) é um dos momentos mais marcantes do disco. Ivan Lins e Rosa se alternam numa comovente interpretação. 9) É luxo só é um samba em que os autores exaltam a beleza e o gingado da mulata brasileira cuja releitura de Rosa, mais uma vez dá um brilho especial.

Por fim, Pano Pra Manga, como o próprio nome sugere, é um disco que rende predicados: do repertório às participações, nunca falta em beleza.

Nota: 9,5/10.

Referências:


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