Snowy White & The White Flames – Realistic

“Jamais irritará aos puristas”

Guitarrista, britânico, Snowy White, começou a tocar por volta dos 11 anos, quando ouviu artistas de blues como BB King, Otis Rush e Buddy Guy, que serviram de inspiração para que viesse a criar seu próprio estilo no futuro. Depois de se mudar para Londres no início dos anos 70, passou a década aperfeiçoando seu som e tocando com artistas como Pink Floyd, Peter Green e Thin Lizzy. Em 1979, foi convidado pelo próprio Thin Lizzy para fazer parte do grupo eles como um membro oficial. Com ele, gravou os discos Chinatown e The Renegade. Inquieto, deixou o Thin Lizzy em 1982 para formar seu próprio grupo. Então, convidou o baterista Richard Bailey, o baixista Kuma Harada e o tecladista Godfrey Wang para gravar seu álbum de estreia.

Com Realistic, Snowy jamais irritará os puristas da música. A Fórmula do blues-rock urbano está mantida e ele não parece se importar com as críticas daqueles que se consideram à frente do seu tempo. Ao contrário, ele demonstra sentir orgulho do seu jeito de tocar, por isso, continua exercendo seu ofício com amor. Aliado a isto, podemos falar do seu extremo bom gosto que – aliás – é bom que permaneça inalterado. Assim, como uma constatação, uma das coisas que me vieram à mente durante a audição deste disco é que Snowy é o tipo leal às suas raízes e influências. E notório como ele faz questão de preservar a mesma pureza de seus grandes ídolos e isto, para este que vos escreve, é um fato digno de aplausos. E ser puro nos dias de hoje é raro. Diria mesmo que ninguém mais consegue ser puro dentro de um seguimento, a não ser, os puros em essência.

Realistic é um álbum sólido, mas, sem excessos. Foi pensado para agradar aos de coração simples. Nele, é possível encontrar um pouco de tudo: variações, ritmos sincopados, também um pouco de soft rock (lembrando o Dire Straits de Brothers In Arms) e os ritmos essenciais do blues. Mas Snowy não é um cantor no sentido mais elementar da palavra e isto torna a audição do disco ainda mais restrita aos fãs de primeira hora. de qualquer forma, um bom trabalho. Os destaques, na minha opinião, são: 6) White Flame Blues, 8) Finding May Way Home, 12) Long Way Out, Pt. 1 e 13) Long Way Out, Pt. 2.

Nota: 8/10.


Referência:


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